quinta-feira, 10 de abril de 2014

Relações perigosas entre poderes em Bom Jesus do Norte

O nepotismo cruzado é uma perversa prática entre os poderes executivo e legislativo com condutas nada recomendadas. 

O prefeito nomeia com cargos de confiança parentes diretos de vereadores, e esses com a missão de fiscalizar o executivo passam a fazer vista grossa aos esquemas de corrupção tão comuns em pequenas cidades país afora.

Como havia dito, é comum a prática de nepotismo cruzado entre o executivo e o legislativo. Em Bom Jesus do Itabapoana por exemplo, temos um vereador com a esposa empregada no DETRAN, que apesar de ser do estado, este órgão está sob total controle da prefeita. 
Outro vereador tem a esposa na direção de escola, outro com o sogro como secretário de governo e por aí vai.

Não obstante, em Bom Jesus do Norte temos uma inusitada e embaraçosa situação que se assemelha muito como nepotismo cruzado, acontece que no caso em tela as relações perigosas rondam o poder executivo e o poder JUDICIÁRIO, mais precisamente na imprescindível instituição MINISTÉRIO PÚBLICO. 
Se tem um critério indispensável a um promotor de justiça, este prioritariamente deve ser a independência e a neutralidade, principalmente no que tange nas relações com o poder executivo, além é claro do legislativo.

Se o poder legislativo tem o poder e a prerrogativa em fiscalizar os atos administrativos do poder executivo, o Ministério Público tem dentre suas muitas prerrogativas, a de fiscalizar ambos os poderes supracitados, mantendo assim sua fundamental atuação acerca dos interesses públicos sob sua tutela coletiva. 
E a promotora de Bom Jesus do Norte tem se distanciado dos modos de conduta pública se comparado com a maioria absoluta dos promotores de justiça que conheço na região.

Não é normal, comum ou muito menos recomendável que um promotor de justiça protagonize reportagens na mídia posando ao lado do secretário interino de educação do município sob sua tutela, ainda mais em uma “visita de cortesia para estreitar os laços institucionais” entre a secretaria de educação e o ministério público. 
Se tais laços estão tão estreitos assim, o que a nobre promotora teria a dizer sobre o escandaloso processo seletivo relâmpago que passou em Bom Jesus do Norte?

Com todo respeito a excelentíssima promotora de justiça de Bom Jesus do Norte, mas posar para os flashes da mídia local ao lado de um indivíduo que foi BANIDO da administração pública do estado, é no mínimo constrangedor para o poder judiciário. 
Onde fica a isonomia e a defesa pela moralidade na gestão pública? Se este senhor foi banido para o bem da administração pública, boa coisa ele não fez com certeza. Se a promotora decidir fazer uma visita surpresa de inspeção, recomendo que vão ao Colégio Antônio Honório, que verás que a sala de reforço está desativada desde 2013. 
Mas não avise o secretário banido, senão ele irá preparar o cenário e enganar a senhora.


E como se fosse pouco a teia de intrigas e embaraços entre a promotora de justiça e o poder executivo, temos ainda um terceiro personagem que não sai nas páginas da mídia local, mas tem rondado com muita desenvoltura entre corredores das obscuridades públicas. 
Não que ele esteja envolvido com algum escândalo, mas ele sabe muito, ou quase tudo de sombrio que acontece no governo 12.

E ele é parceiro de longa data do prefeito Martins, também reprova a participação do secretário banido no governo de Bom Jesus do Norte, apesar de SUA IRMÃ pensar diferente e posar toda sorridente com o secretário banido. 
O irmão da promotora de justiça de Bom Jesus do Norte foi aliado político da candidatura Ubaldo Martins/Marquinhos Messias, e na condição de dirigente partidário do PTB de BJN, ele se articulou e coligou na campanha vitoriosa.

Depois de sagrar vencedora na eleição de 2012, a coligação iniciou a partilha dos cargos de confiança no governo, e o irmão da promotora foi agraciado com um cargo comissionado, salvo engano no gabinete do prefeito com a matrícula 013351, além de ser juiz de paz em Bom Jesus do Norte. 
Ele tem falado muito pela cidade, e o que ele tem dito é de deixar sua irmã é péssimos lençóis.

Existem muitas polêmicas políticas envolvendo a promotora de BJN, o advogado do candidato segundo colocado na eleição de 2012, Pedro Chaves, chegou a conseguir a substituir a promotora com uma ação de suspeição, e depois de seu afastamento do processo, o mesmo processo tomou outro rumo culminando com o pedido de cassação da coligação 12 feito pelo do promotor substituto.


O Ministério Público tem a fundamental missão em preservar o estado democrático de direito, e as relações do MP de BJN com poder executivo é perigosa, e deixa a sociedade bom-jesuense do norte órfã na defesa dos interesses públicos.

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